Você sabe quem faz suas roupas? Do que são feitas? Da onde veio esse material? Qual impacto que ela gerou no meio ambiente? Houve trabalho escravo nesse processo? As pessoas que a fizeram recebem salários dignos e condições salubres de trabalho?

Se você entrar a fundo nessas perguntas, irá se decepcionar com as respostas delas, já que a indústria da moda é uma das indústrias com o menor nível de transparência. Marcas famosas já foram acusadas de trabalho escravo em países pobres e muitos outros problemas.

Foi pensando nestas questões que Carry Sommers teve a idéia de criar o movimento Fashion Revolution Day. Site em Portugues, Site em Inglês

O primeiro Fashion Revolution Day ocorreu em 24 de Abril de 2014 e esse ano no dia de hoje (24/04/2015) acontece o segundo Fashion Revolution Day, em 77 países. Inclusive no Brasil, na cidade de Pomerode – SC.

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Como Surgiu o movimento?


O Fashion Revolution é um movimento internacional que surgiu após o colapso do Rana Plaza, a confecção de roupas em Bangladesh, que desabou no dia 24 de abril de 2013 deixando 1.133 mortos e 2.500 feridos. O objetivo da campanha é a conscientização sobre os impactos ecológicos e sociais que a indústria da moda vem causando. O “Fashion Revolution Day” nos propõe a reconexão com as nossas roupas. Perguntando quem fez e de onde vem, será possível estabelecer uma relação mais justa e consciente.

Com valores amplos e holísticos, fundado em Londres por Carry Somer, pioneira em moda Fair-Trade, a equipe é formada por líderes globais da indústria de moda sustentável, imprensa, ativistas e acadêmicos

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Ao invés de 2 coleções por ano, agora praticamente tem 52 coleções por ano. Trabalho escravo, longas jornadas de trabalho, servidão por dívida, moradia no mesmo local de trabalho fashion-revolution-4

A indústria têxtil, desde o cultivo do algodão, é uma das maiores consumidoras de água do planeta. Usa por ano 3.2% da água disponível. Rios contaminados, entre outros problemas ambientais. Só na Inglaterra, 2 milhões de toneladas de roupas são despejadas em aterros sanitários por ano. E mais de 3 milhões de toneladas de emissão de dióxido de carbono

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“Nós estamos pedindo para as pessoas se engajarem em um processo de descoberta de alguma maneira seguir uma nova jornada descobrindo quem fez suas roupas, do que são feitas, da onde aquele material veio, quais são as pessoas que as costurou. Na verdade, uma jornada de volta a história do que estamos vestindo, a moda terá que caminhar para a sustentabilidade diz “Orsola de Castro – Co-Fundadora do movimento”

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Para mudar os hábitos de compras precisamos mudar nossa forma de olhar para as pessoas que fazem nossas roupas. Precisamos mudar a maneira que a indústria da moda interfere no meio ambiente. Temos que ter uma  abordagem holística para mudarmos a cadeia de abastecimento, senão tudo será superficial.

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