Existe uma história na internet, que perguntaram ao Dalai Lama o que o mais lhe surpreende no mundo e ele respondeu o seguinte:

O que mais me surpreende é o ser humano. Ele sacrifica sua saúde para ganhar dinheiro. E logo sacrifica seu dinheiro para poder recuperar sua saúde. É tão ansioso por seu futuro que não tem tempo de gozar o presente e como resultado, não vive no presente nem no futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido “.

Não se sabe se essa resposta realmente é de Dalai Lama, mas independente do autor, é uma enorme verdade que esquecemos e só recordamos quando é tarde demais

Como perdemos a perspectiva no caminho?


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Quando somos pequenos temos uma espécie de radar para a felicidade. Sabemos o que nos faz feliz, coisas muito simples, como estar com nossos pais, correr, comer algo que gostamos muito, descobrir um esconderijo novo….

No entanto, a medida que crescemos a sociedade vai nos minguando as coisas que tanto desfrutamos.

Assim, nos vemos obrigados a dedicar cada vez mais tempo a atividades que não nos agradam tanto,  o tempo das coisas que nos fazem felizes reduz drasticamente.

Pouco a pouco, a sociedade vai nos introduzindo seus padrões sociais.

Vamos recebendo a ideia de que para ser pessoas valiosas não basta ser único e desfrutar dessa unicidade mas que é necessário tirar boas notas e, mais tarde, obter um bom trabalho que possa satisfazer nossas necessidades materiais em continuo aumento.


Assim percebemos que a bicicleta não satisfaz mais, queremos uma moto, depois um carro, agora uma casa, depois uma casa na praia ou no campo, e quanto mais trabalhamos e ganhamos, mais necessidades criamos.

Desta forma eliminamos a ligação com nosso “eu” mais profundo, esquecemos o que antes nos faziam felizes e começamos a pensar que só podemos ser felizes se somos vencedores, se cumprimos com objetivos e seguindo os padrões que nos são ditados pelo senso comum.

Como resultado, trabalhamos cada vez mais, embora não gostemos mais deste trabalho, fazendo com que cada dia seja uma tortura, gerando um mal-estar psicológico e físico.

Por isso, não é estranho que com o passar dos anos terminemos adoecendo, e necessitamos usar todo dinheiro que ganhamos para tentar recuperar a saúde.

Uns querem ser professor de yoga, mas está sentado travado numa mesa olhando para o computador 9 horas por dia.

Outro pensa em querer viver surfando e ensinando sua paixão, mas está estudando o dia todo para concurso público para garantir o futuro, e quando se aposentar poder se dedicar ao surf.

Como nos enrolamos em dívidas e necessidades da vida moderna, não é possível atuar em nossa paixão e baixar drasticamente o rendimento financeiro, porque temos muitas tralhas para manter nosso padrão de vida atual.


Descansar, o novo pecado capital


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A sociedade afirma constantemente, principalmente através das propagandas, que não podemos parar, que é necessário seguir adiante.

Esta mensagem cria um sentido de culpa nas pessoas que simplesmente necessitam descansar um pouco para recuperar forças.


Desta forma a indústria farmacêutica alcança lucros bilionários, em média, para cada 1 dólar investido eles obtém 1.000 dólares de lucro, nos vendem medicamentos que não necessitamos.

Se simplesmente descansássemos um pouco já mudaria nosso estilo de vida e não necessitaria desse apelo agressivo das indústrias farmacêuticas que te prometem o paraíso numa pílula.

Acorda! É mentira, você irá se viciar nessa pílula, esse é o objetivo, vai coçar o saco um pouco e relaxa.

Qual é a solução? 3 perguntas para refletir


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A chave está em fazer um movimento brusco e adotar uma distância psicológica.

É obvio que todos necessitamos satisfazer as necessidades básicas, e para conseguir sabemos que estamos imersos na sociedade e na economia global.


No entanto, é certo que a maioria das pessoas não trabalha simplesmente para satisfazer suas necessidades básicas mas vão muitooooo mais além.

Trabalham para comprar coisas que lhes fazem crer que os farão felizes ou para alcançar determinadas metas que, na teoria, são desejadas, simplesmente pela sensação do êxito e a admiração dos outros. 

Pesquisas cientificas já mostram que as
experiências que vivemos trazem mais felicidade que as coisas que compramos

Nessa correria as pessoas perdem contato com amigos, família e consigo mesmo. O pior de tudo é que se dão conta quando já é tarde demais.

Algumas perguntas que lhe ajudará a refletir para não cair nesse jogo mortal são:


1 – Quanto tempo da sua vida você estaria disposto a pagar por esse novo produto? Lembre-se que cada coisa que compra não vale dinheiro, mas tempo de sua vida: o tempo que há empenhado para ganhar esse dinheiro. Por tanto, pergunta-se de verdade se quer gastar seu tempo com isso.

 

2 – É realmente necessário? Muitas coisas que fazemos ou compramos não são realmente necessárias, nos fizeram crer que são. Não é necessário ter o último modelo de smartphone, basta modificarmos nosso estilo de vida e nossas prioridades.

 

3 – Esta é a vida que quero daqui 20 anos? Imagina-se dentro de 10 ou 20 anos, a vida que leva agora é a que quer manter? Se segue esse estilo de vida, como se vê dentro de uma ou duas décadas? Recorde-se que o futuro se começa a construir no presente, senão muda agora, é inútil esperar um futuro diferente. A tendência é que ele seja pior do que o presente, porque no futuro, você pode além de estar no mesmo estilo de vida desgastante do seu presente hoje, e ainda estar sem saúde.

 

Via: RincondePisicologia, Fotosfoto1, Foto2, Foto3, Foto4FotoCapa, FotoCapa

 

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