Por que estão questionando seu BIFE?

O USDA(United States Departament of Agriculture) e US Department of Health & Human Services (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) estão atualizando suas orientações dietéticas, como fazem a cada 5 anos. E o que seu bife tem a ver com isso?

Tudo começou inocentemente, quando o Dietary Guidelines for Americans Comitee 2015 decidiram recomendar que as orientações dietéticas incluem, pela primeira vez, a sustentabilidade, como algo relevante. E devido a isso, o grande vilão da sustentabilidade, a carne animal, entrou na pauta.

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Porque seu bife não é inocente?

1. Carbono


Porque a produção de carne bovina industrializada é responsável por 15% das emissões globais de carbono. Reduzir para metade o consumo de carne, você poderia cortar sua pegada de carbono por mais de 35%. Se for vegano, pode chegar a 60%. Fonte

2. Desmatamento


Para se produzir cada vez mais bifes, é necessário mais gado e para isso mais floresta é derrubada para virar pasto. A Amazônia brasileira apresenta, em área, a maior média anual de desmatamento do que qualquer outro lugar do mundo. A indústria da pecuária na Amazônia brasileira é responsável por 14% do desmatamento global anual. Isso torna o setor da pecuária o principal vetor de desmatamento não apenas na Amazônia brasileira, mas do mundo inteiro. De acordo com o próprio governo brasileiro: ‘A pecuária é responsável por cerca de 80% de todo o desmatamento’ na região Amazônica. Nos anos recentes, a cada 18 segundos, um hectare de floresta Amazônica, em média, é convertido em pasto. Fonte

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3. Consumo de água.


Estima-se que existe mais de 200 milhões de cabeça de gado no Brasil, mais do que um boi por habitante. Para produzir 1kg de carne bovina gastam-se até 15 mil litros de água. Nesse cálculo entram a água que os animais bebem durante a vida toda, a utilizada na irrigação dos pastos e a que é gasta no processamento das carcaças no abatedouro. No Brasil, 45% da água doce é gasta na pecuária. E 45 milhões de pessoas têm acesso à água potável. Fonte

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Dietary Guidelines 2015 dos EUA divulgou suas recomendações em 19 de fevereiro, o comitê afirmou que:

Evidência consistente indica que, em geral, um padrão alimentar que é maior em alimentos de origem vegetal, tais como legumes, frutas, cereais integrais, legumes, nozes e sementes, e menor nos alimentos de origem animal é mais de promoção da saúde e está associada com menor impacto ambiental (emissões de GEE e energia, terra e uso da água) do que é a dieta média atual dos EUA. Uma dieta que é ambientalmente mais sustentável do que a dieta média dos EUA pode ser alcançado sem excluir nenhum grupo alimentar. A prova consiste principalmente de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) estudos de modelagem ou estudos de uso da terra por parte de países altamente desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos.health.gov

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A indústria da carne no EUA, é claro, não está levando tudo isso muito bem. Existe centenas de bilhões de dólares em jogo. Uma manchete recente no FOX News diz: “Os produtores de carne dizem que Obama está tentando matar sua indústria.”

O The North American Meat Institute and National Cattlemen’s Beef Association(Instituto de carne norte-americana e Associação Nacional de Carne Bovina) têm dado declarações denunciando qualquer sugestão de que o impacto ambiental deve ditar as diretrizes alimentares. Mas percebendo que qualquer tentativa de convencer os investigadores que a carne era ambientalmente benigna seria infrutífero, eles agora estão tentando afirmar que a comissão ultrapassou seus limites.

Independentemente do resultado político por excelência, o impacto ambiental de nossas escolhas alimentares está recebendo mais atenção do que nunca.

Muitos investidores estão sendo alertados sobre o futuro da indústria da carne no planeta e que investir em ações de empresas nesse ramo pode não ser mais lucrativo a médio e longo prazo a medida que a população mundial vai percebendo que se alimentar-se de carne faz mal para o planeta, para o animal e para ele próprio.

Um artigo do Nasdaq.com intitulado “How The ‘Death Of Meat’ Could Impact Your Portfolio”(Como a morte da carne poderia impactar no seu portifólio)” incitou os investidores a pensar duas vezes sobre a realização de posições longas em estoques da indústria da carne, afirmando que” os investidores não devem subestimar o efeito potencial deste sobre a indústria da carne”.

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Aqui você pode ver também o relatório da ONU que afirma que 70% das doenças são de origem animal.

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